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Sandra Carvalho
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Vamos lá pessoal, apesar do termo "Cloud Computing" ser novo, aposto que muita gente já ouviu falar ou mesmo leu alguma coisa na Web.
Eu pessoalmente tomei conhecimento desse assunto em 2003, quando ainda nem existia esse nome. Uma coisa que desde aquela época estava clara na minha cabeça, é que poderia muito bem ser chamado de "PC por Assinatura".
Esse outro nome, está sendo alvo de uma solicitação de patente nos Estados Unidos pela Microsoft.
Mas do que exatamente estamos falando?
Venho lendo e acompanhando de perto tudo que se escreve e é veiculado, principalmente na internet, sobre a tal "computação na nuvem", ou "cloud computing" pra quem não dispensa misturar idiomas, talvez até achando que é legal falar desse jeito. No meio de tanta coisa que já foi publicada existem várias opiniões a respeito, e algumas empresas vem tentando vender "gato por lebre", maquiando serviços prestados por datacenters, oferecendo um monte de coisas que já existiam sob o rótulo de computação na nuvem. São os aproveitadores, a turma do "se colar colou", aqueles que "sentem dor" quando pensar um pouco mais se faz necessário.
De uma forma geral, COMPUTAÇÃO nesse caso pode significar processar, tratar, criar, alterar modificar, guardar, buscar, etc....dados, imagens, sons, enfim, arquivos tratados por aplicativos que estão sendo fornecidos ou acessados via internet, que é NUVEM. Isso mesmo, aquela nuvenzinha que a gente desenha nas apresentações prá mostrar onde está a Web.
Simples não é?
Então vamos simplicificar mais um pouco.....
Eu tenho um terminal de acesso à internet (desktop, notebook, netbook, smartphone....)e só isso me basta para fazer tudo aquilo que fazemos nos ambientes convencionais de TI, como a rede formada pela interligação, com cabos ou wireless, dos microcomputadores de uma empresa.
Acesso e-mails, navego na rede, abro planilhas, edito textos, escrevo código, acesso o ERP da empresa onde trabalho.....e assim por diante, só que o HD não está no terminal que utilizo. O processamento também não ocorre nesse terminal. Se eu perder a conexão com a internet, eu não perco nada daquilo que estava fazendo. Se o terminal literalmente pifar, eu uso outro qualquer, pois a única coisa que preciso é "usuário e senha".
Os dados e informações estarão sempre disponíveis, em qualquer lugar e a qualquer momento, desde que haja acesso à rede. Assim não há necessidade de sincronizar equipamentos, de me preocupar com backups, de adquirir licenças, de renovar aplicativos. Os próprios terminais tendem a dar menos problemas porque as partes mecânicas tendem a desaparecer desses equipamentos, quando estes são utilizados dentro da maior parte das empresas, pois usuário final pode ter necessidades diferentes.......e correr riscos diferentes.
Especificamente no sistema que desenvolvemos desde 2005, com base Open Source, até as invasões e ocorrencias com virus eletronicos são praticamente nulas, pois um responsável pela empresa que utiliza este sistema, pode determinar quem pode e quem não pode acessar determinados arquivos e pastas através de compartinhamentos elaborados na hora de montar a rede "virtual" para a empresa. Da mesma forma, o "espaço em disco" total da empresa poderá ser realocado conforme as tarefas de usuários ou departamentos da empresa.
Funcionários baixando arquivos indiscriminadamente ou copiando-os para fins não conhecidos, também deixa de ser uma preocupação, pois há regras e responsáveis para atividades que possam colocar os dados da instituição em risco.
Bem, como venho estudando o assunto a pelo menos 5 anos e trabalhando a mais de 3 no desenvolvimento da solução, acredito que tenho competência para comparar meu sistema com o que está aparecendo no mercado, tanto no Brasil quanto no exterior, mas isso será motivo para escrever outros posts, onde explicarei por exemplo, como a gente colocou o Office na nuvem em 2007 e a Microsoft preve colocá-lo apenas em meados de 2009.
Pra quem ficou curioso, acesse "www.mipc.com.br"
Até o próximo